No ensino médio eu detestava matemática. E não só matemática. Eu detestava todas as disciplinas com exceção das que eu saberia que iria usar no dia a dia: português, filosofia, sociologia, geografia e história. Eu pensava: por que preciso conhecer filo, monera, algas; saber equação, função, massa, mol, ligação iônica, atrito, leis de Newton e tantas outras coisas que eu não irei usar no meu dia a dia? Para o dia a dia eu uso o básico da matemática e só! Nada de algas, mols e Newton.
As disciplinas que eu gostava eu encontrava uma utilidade para todas: para conversar com alguém eu precisaria de senso crítico e precisaria conseguir acompanhar o papo, portanto precisaria de filosofia. Nas questões sociais, sociologia; complementando a sociologia, precisaria conhecer o passado, portanto precisaria de história. E para entender os acontecimentos do mundo, precisaria saber geografia. E para escrever minhas poesias, precisaria de português. Essas eram as minhas necessidades. Se eu precisasse de algo que envolvesse uma conta mais “complicada” ou algum outro conhecimento que eu não tinha, ia ser a base do erro e acerto. A hora que desse certo seria porque eu consegui fazer o que eu queria.
