O controle que não temos sobre o cérebro

Problemas como depressão e síndrome do pânico não são frescura e quem os possui não consegue controlar ou evitar que isso tome conta. Assim como não se controla uma diabetes ou hipertensão apenas pela vontade de se curar, o mesmo vale para problemas psiquiátricos.

Diferentemente de alguém que está momentaneamente triste, uma pessoa em depressão não se anima ao ouvir o incentivo de um amigo ou parente; a pessoa pode tentar, querer, mas não consegue se animar. Para o depressivo, nada tem solução ou esperança de melhora e encarar isso como frescura ou fraqueza só deixa o doente pior.

Há quem pense que quando se trata da mente, nós temos total controle. Mas infelizmente não é assim. A mente independe tanto de nossa consciência e vontade como nosso corpo. Portanto, entender através da psicoterapia até que ponto conseguimos administrar os problemas e intervir no problema com medicamentos não é fraqueza, tampouco comportamento da “modernidade” ou modismo.

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Neste natal, não trate seu filho como retardado

Seu filho provavelmente tem mais neurônios que você e a capacidade de ligação entre esses neurônios está mais eficaz que a sua, portanto, neste natal revele a seu filho que o papai noel não existe. E caso você não tenha dinheiro o suficiente para comprar o presente que seu filho pediu, diga a ele que você possui X reais, que o brinquedo custa Y e falta Z reais que você, pai, não tem de onde tirar para poder comprar o brinquedo ao seu filho.

Por que tanta revolta? Porque muitos pais tratam seus filhos o ano inteiro como se eles fossem crianças retardadas. Crianças não são burras, tampouco incapazes de compreender o que acontece ao seu redor. Infelizmente uma cultura de educação infantil retardada se consolidou em muitos pais e educadores, mas tal “educação” só torna essas crianças seres que usam menos de sua capacidade intelectual.

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O que é e como conscientizar um jovem

Pais e educadores temem que os jovens façam coisas erradas através do que aprendem. Há pais que evitam tocar em assuntos como sexo e drogas pois creem que quanto mais informação o jovem tem, maior será sua curiosidade em praticar e mais cedo ele começará a praticar ou usar.

Tal ideia está totalmente deturpada. Esses mesmos pais e educadores esquecem que conscientizar é dar consciência, ou seja, dar autonomia ao jovem de saber o que faz e o que decide, fornecer senso crítico e fazê-lo pensar.

Expor o mundo ao jovem através da conscientização não o fará sair no impulso para cometer erros. Essa ideia é alimentada por pais e educadores pois o que se obtém hoje é a informação desfasada e distorcida e então esses mesmos pais e educadores concluem que qualquer informação tende a tornar precoce e inconsequente os atos do jovem.

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Mundo pequeno e zona de conforto

As pessoas afirmam o que elas querem baseadas no que elas conhecem. O que me intriga é a qualidade e a quantidade do que conhecem. Pois, faça esta pergunta a você: Quantas pessoas você conhece? Quantos lugares diferentes você já visitou? Quais culturas você já conheceu? A importância de fazer estas indagações a você mesmo é saber o quão grande é a sua visão de mundo. Nós baseamos nossos julgamentos e imaginações no que já tivemos contato. E obviamente estamos limitados a um número muito pequeno de experiências. Portanto é minimamente coerente termos consciência de que fazemos afirmações errôneas.

Usando a ideia de que “o mundo lhe dá valor pelo que você possui e pelo seu grau de influência”, como exemplo, é interessante levantar algumas indagações: em que mundo uma pessoa com essa visão vive? Se for em um mundo que funciona exatamente como o descrito, será que esta pessoa já tentou conhecer “outro” mundo? Ou pelo menos outra parte desse mundo?

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Ensino mecanizado, decorebas e variáveis

“Muda a cor do pasto, o burro passa fome.”

Sobre o ensino mecanizado, essa frase cai como uma luva. E a forma que muitos professores educam se assemelha a frase. Ensinam, como eu costumo ouvir, “na base da marretada”. Esquecem que existem diversas ferramentas que deixam a resolução de um problema mais compreensível e prazerosa e apelam para métodos “exclusivos” e não mostram o que há por trás do método, o porquê de ele funcionar. Então o aluno ao ser apresentado a uma nova resolução ou a uma mínima mudança no enunciado ou na variável do exercício passa a desconhecer aquele problema e não se dá conta que já aprendeu a resolvê-lo, porém da forma mais infantil e restrita que poderia existir.

Aprende-se, então, de uma única maneira, desconhecendo as várias outras e desconhecendo a existência de várias outras. Mesmo que por alguma razão inimaginável alguém defenda o aprendizado decoreba e marretado, não vejo razão para ensinarem dessa forma. O aluno precisa conhecer e ter gosto pela “liberdade”, pela possibilidade de fazer da forma que mais lhe agrada, ou que seja mais fácil para ele compreender e abstrair.

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