Misantropia e internet

É interessante como todo aquele que se diz misantropo na internet começa sua justificativa por o ser. Dizem sempre que são assim pois no mundo só há gente ignorante, que todos são massificados, que não se pode ter um diálogo saudável com estas pessoas pois carecem de conhecimento para conversarem. Seguidamente a lamentação começa: “odeio a humanidade; queria que o mundo acabasse; que todos morressem; que eu morresse e blá blá blá”. Oras, mas a misantropia para as pessoas que apresentam as mesmas queixas funda-se em quê? – Foi o que comecei a pensar há um tempo.

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Pais, filhos, imposição, respeito e medo

Os pais funcionam de várias formas, a forma que mais me chama a atenção é: criar seus filhos através do medo causado por mentiras. Há pais que por não saberem se impor acabam apelando para o cachorro do vizinho – que muitas vezes não existe – que irá morder o filho caso ele não ande ao lado dos pais. Certo dia eu vi uma mãe dizendo o seguinte para seu querido filho:

- Não entra aí não que o “polícia” vai te pegar. Sai daí, tem “polícia” aí dentro.

Detalhe: o garoto tinha entrado numa loja de eletrodomésticos. Qual o problema nisso? E a pergunta que não quer calar: por que amedrontá-lo justo com a palavra “polícia”? Tanto o filho como a mãe eram negros, o menino vai acabar crescendo achando que policiais têm algo contra as pessoas, ou então, especialmente contra negros.

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Como pessoas veem psicologia

Já tive a oportunidade de observar pessoas e suas respectivas opiniões sobre o que é e para o que serve um psicologo e pude ver o quão distorcida a opinião delas está, infelizmente. Frequentei por mais de um ano uma comunidade de psicologia no orkut, e por mais que possa parecer bobagem uma comunidade no orkut sobre psicologia, pude aprender algumas coisas, inclusive, pude criar este post por conta da experiência naquela comunidade. O ápice da compreensão errônea da utilidade de um psicologo de orkut que eu vi, foi uma mulher que viu este vídeo, ficou com nojo e começou a achar que essas larvas estavam andando na cabeça dela.

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Ser chamado de normal é não ter identidade

Não entendo e nem sei se há definição para a palavra normal quando aplicada ao comportamento de uma pessoa. Ser chamado de normal não define quem você é, apesar de muitos dizerem que definir-se é limitar-se eu prefiro ser definida de alguma forma – desde que não seja erroneamente, claro. Definição te dá uma ideia de como a pessoa é, se você usa a palavra “normal” para referir-se a alguém, você não diz nada sobre esta pessoa. A única coisa que eu consigo imaginar de uma pessoa normal, é uma pessoa que se veste como todo o mundo, e obviamente, age como todo o mundo; o que cá entre nós, não me parece ser tão agradável.

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Sabe a compensação?

Faz uns dias que venho observando aqueles carros barulhentos ou com som alto, ou pior: com os dois. Uma vez alguém disse que isso era uma forma de compensar algo que a pessoa não tinha, achei interessante a opinião e comecei a analisar: de alguma forma todos estamos tentando compensar algo que não temos, seja mostrando a bunda quando não há peito, mostrando o rebolado quando não há voz ou colocando um som altíssimo no carro quando não se consegue chamar a atenção de outra maneira. Sim, todos nós fazemos isso. Mas, uma das poucas coisas que podemos generalizar, se é que podemos, é o limite: tudo tem limite.

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