Quando escrevi “Misantropia: doença ou estilo de vida?” classifiquei a misantropia como comportamento, hoje já enxergo de outra forma. Não como uma doença, mas como sintoma de alguma doença. Classificar comportamentos como problemas, síndromes e transtornos tem se tornado comum. Eu sempre avaliei esta classificação como exagerada, como forma de vender e criar novas medicações que prometessem a felicidade. Como meio de trazer a angústia às pessoas, de levá-las aos consultórios psiquiátricos, de torná-las dependentes de psicólogos, enfim.
Hoje percebo a intenção dessas síndromes e transtornos. Elas intencionam avaliar o limite de um comportamento, como: até que ponto ele pode ser justificável, racional, lógico e compreensível? E avaliar se o comportamento traz ou não sofrimento a quem o vive e a quem convive com o indivíduo.
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