Se não fossem anoréxicas, seriam

Como pode alguém permitir que a pressão social passe por cima da consciência?

É o que eu acredito quando se aborda transtornos alimentares. Há quem diga que anorexia e bulimia são causadas pela pressão social que nos impõem padrões e modelos inalcançáveis. Já eu defendo que transtornos alimentares não são doenças causadas por pressão social, e sim sintomas de uma doença causada por algo muito mais grave e perturbador que diz respeito unicamente a experiência de cada indivíduo.

A pressão pode exercer grande influência nociva àqueles que trabalham com imagem, dependem dela de alguma forma, ou que estão constantemente em contato com esse meio e consequentemente submetidos a essa pressão. Já em casos em que as pessoas estão expostas com menor frequência, (todos os que não dependem de suas imagens) a pressão sobre padrão de beleza ainda influencia em alguma instância mais branda, contudo, passando dos limites e arriscando a saúde e vida de alguém, deixa de ser influência e passa a esconder uma doença.

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Bipolaridade e maternidade: o ideal e o real

O ideal e o real

As campanhas de amamentação costumam estar presentes em muitos ambientes pois preocupam-se com o recém-nascido que necessita tanto do leite materno como do contato tão próximo com a mãe que só a amamentação fornece. Mas e em casos de mães bipolares, a amamentação é possível?

Tratando-se de realidade, deve-se haver grande flexibilidade. Amamentar é sim o ideal, mas a realidade da mãe permite que ela abra mão de um tratamento mais firme para amamentar? A psicoterapia e o apoio familiar devem estar unidos e presentes na vida da mãe, no entanto muitas vezes a falta de medicação prejudica e muito a mãe em seu contato com o filho.

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O que eu aprendi com a tabela de humor

 Médicos pedem-nos controle glicêmico, controle da pressão
 e por que não nos pedem controle do humor?
Ou, por que nós não temos a iniciativa de monitorar o nosso humor?

Há mais de um mês eu resolvi fazer uma tabela de humor para registrar os altos e baixos que me aconteciam e procurar entendê-los. Comecei a escrever na tabela no dia em que meu humor alternou para eufórico. De lá para cá percebo que a euforia reduziu bastante, mas continuo com um humor para cima e bem positivo. Se me irrito, me estresso, entristeço e seja lá o que mais aconteça, eu tenho a iniciativa de tentar melhorar isso. De tentar sair daquele momento ruim e de procurar algo bacana para fazer e ocupar a mente. E olha que nesse tempo muita coisa me aconteceu. Tanto coisas boas como ruins. E o final era sempre o mesmo: a vontade de fazer algo para me estabilizar e para me recuperar do baque.

O que essa tabela me agregou?

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Campanha: Nós somos a favor

Conheci um site muito interessante e informativo sobre os mais diversos transtornos psiquiátricos. Como sei que há muito preconceito e muita desinformação a respeito, resolvi compartilhar um vídeo interessantíssimo e divertido com vocês!

Acessem o site e desfrutem do prazer de se obter informação: Pensamentos Filmados

Um texto adicional que pode ser útil é o: O controle que não temos sobre o cérebro

Quando um comportamento se torna doença

Quando escrevi “Misantropia: doença ou estilo de vida?” classifiquei a misantropia como comportamento, hoje já enxergo de outra forma. Não como uma doença, mas como sintoma de alguma doença. Classificar comportamentos como problemas, síndromes e transtornos tem se tornado comum. Eu sempre avaliei esta classificação como exagerada, como forma de vender e criar novas medicações que prometessem a felicidade. Como meio de trazer a angústia às pessoas, de levá-las aos consultórios psiquiátricos, de torná-las dependentes de psicólogos, enfim.

Hoje percebo a intenção dessas síndromes e transtornos. Elas intencionam avaliar o limite de um comportamento, como: até que ponto ele pode ser justificável, racional, lógico e compreensível? E avaliar se o comportamento traz ou não sofrimento a quem o vive e a quem convive com o indivíduo.

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