Se procurarmos por Misantropia no Google muita coisa a respeito iremos encontrar. Principalmente pessoas alegando que são misantropas ou pedindo informações sobre sintomas para saberem se de fato são misantropas. No entanto, misantropia é uma doença ou apenas uma forma de se encarar a vida e o convívio social?
Antes de eu começar a discorrer sobre o assunto, é interessante salientar o quão popular tornaram-se algumas doenças – sim, doenças. E o quão desregrada tornou-se a forma de classificar comportamentos até então comuns em síndromes e transtornos.
Timidez que era vista como um comportamento comum e que, segundo Lane, acomete metade da população, já é classificada como transtorno de ansiedade. Em contrapartida, o transtorno bipolar que é uma doença psiquiatrica séria e exige um diagnóstico confiável,(mais informações) tornou-se tão popular que pessoas fazem seus próprios diagnósticos através da Wikipedia*.
E o mesmo tem acontecido com a misantropia. Assim como muitos a encaram como doença, outros tantos a levam como estilo de vida. Ainda segundo Lane, no século 19 os misantropos eram pessoas valorizadas por serem críticas. A própria FOLHA ao indagá-lo sobre misantropia não se refere a ela como uma doença.
O que ocorre é que querer ficar “na sua” passou a ser um comportamento tão incomum que qualquer pessoa que por algum momento queira se isolar, passa a ser classificada ou a se auto-classificar misantropa. E como muitos comportamentos antes banais tornaram-se síndromes e transtornos, a misantropia anda pelo mesmo caminho. Em contrapartida, nessa internet há muita glamourização em se denominar misantropo. Talvez seja resquício do século 19. Ou seja, ao mesmo tempo que é vista como doença, é vista como característica essencial na personalidade de alguém. Com isso, pode-se afirmar que misantropia não é doença e também não é estilo de vida (apesar de muitos enxergarem dessa forma) De forma concisa, misantropia é vista por muitos como estilo de vida por sua popularização e glamourização, mas misantropia nada mais é que uma forma covarde de enfrentar a vida e um meio de se reconhecer como melhor, superior. Afinal, como eu havia escrito no Misantropia e Internet, para alguns misantropos, a burrice é deplorável. Evitar o convívio social é declarar-se melhor e temer ser contaminado por costumes e ideais da massa.
Ter aversão aos humanos é impossível, já que odiar implica em ter sentimentos opostos ao ódio. E isso fica melhor explicado nesse trecho:
É tentador se identificar com a misantropia. Afinal, os agentes caricaturais na terra – a espécie humana, putas desenvolvendo-se em seres destrutivos, acéfalos e auto-obsessivas – são humanos. Entretanto, depois de contemplar esse tópico por algum tempo eu tenho que dizer que eu não sou um misantropo.Primeiro, eu não existo por “anti” sentimentos, como ódio ou grande desgosto. Ao contrário, eu gosto de estar vivo. Eu gosto de pessoas. Eu me identifico com um certo cômico americano que disse, “Eu nunca conheci um (humano) que não gostasse”. Isso é verdade pra mim. De todas as pessoas que conheci, eu achei algo redimível em todas elas, mesmo para aquelas que eu desgostei com paixão. Leia o resto…
Portanto, quando alguns sintomas são descritos como misantrópicos, nada mais são que ideias que não condizem com um ser humano real. O que pode condizer com tais sintomas são outras doenças que acarretam em misantropia, como a esquizofrenia, por exemplo.


Síntese de Fabio: Um zootecnista (com doutorado) criticando o fato das pessoas se alimentarem de animais, que odeia tudo “que o bicho humano coloque a mão” mas tentou ser político (vereador) e é um servidor público mas diz “odeio o ser humano e amo os animais”.
Ele ainda vem acusar a blogueira e outros comentaristas de hipócritas? eu realmente não acredito no que estou lendo…
Eu amo a diversidade desse mundo, Rafael!
Será que a diversidade humana ama o mundo?
kkkkkkk, é verdade Blogueira, se não fosse assim seria sem graça…
Pois é, para alguma coisa isso tem que prestar, não? Do contrário, eu não teria paciência para ficar lendo comentário mimimi de “eu odeio seres humanos”. Tentar entender quem pensa assim é bom.
Na minha opinião você foi muito infeliz nesse texto, na minha visão é doença por decepções que acaba consequentemente se tornando também um estilo de vida. Eu sei disso, porque eu penso e faço coisas que condizem com um misantropo e descobri isso, pesquisando se era normal a minha reação e não quis me aparecer com isto, até porque não ligo para os outros, estava pensando na minha vida quando descobri a doença/estilo de vida.
Sim, hoje percebo que fui infeliz, pois esqueci de tratar alguns transtornos que trazem a misantropia como sintoma de tais transtornos.
Manifestações de paixões profundas pela natureza humana e pelo ser humano, como as da Madre Tereza de Calcutá, também não seriam evidências de algum tipo de transtorno?
Ela tinha amor profundo? Cansei de ler que era uma interesseira falsa.
Manifestações de paixões profundas pela natureza humana e pelo ser humano, não como as da charlatã Madre Tereza de Calcutá, também não seriam evidências de algum tipo de transtorno?
Até agora só vi críticas negativas a Madre Teresa na http://ateusdobrasil.com.br/p/57/
Há mesmo uma enxurrada de desapreço a sua conduta?
Poderia me enviar mais links sobre?
Vamos lá..
Desconheço esse tipo de amor profundo, quero dizer, nunca vi, nunca conheci alguém assim.. enfim. Não duvido que exista e caso exista, pode ser sim algum problema. Por que não? O “bom” também pode significar algum tipo de problema. Não é só o que as pessoas consideram ruim ou errado que seja sinônimo de problemas, transtornos ou síndromes. Já viu aquelas pessoas que alegam não sentirem dor? Pois então, isso é uma doença e a falta de dor é um sintoma. Pode ser algo bom para alguns ou para quem não sente dor, mas não passa de uma consequência sintomática.
Eu não odeio a espécie humana; apenas considero (desde os primórdios de minha infância) a conduta e natureza humana (a minha inclusive) com certa (para não dizer muita) desconfiança.
Há psicoterapia, profissionais qualificados e medicamentos pra isso?
Paulo, acho que você confunde preferência com problema. Se você pudesse ler esse meu post: http://unknownblogueira.com/2011/12/quando-um-comportamento-se-torna-doenca/ seria bom para esclarecermos algumas coisas.
Antes de eu responder sua pergunta, deixe-me fazer algumas: você disse ser assim desde criança, mas esse comportamento te incomoda? Você sofre por ser assim?
Caso você responda essas perguntas com um SIM, aí a situação muda de figura.
Se te incomoda ser e sentir-se assim, TALVEZ você tenha algum transtorno. Eu não imagino qual. Mas sei que eles se mostram de diversas formas, portanto, um bom profissional (psiquiatra) é essencial para diagnosticar corretamente o que você tem. O medicamento só será necessário caso você não consiga controlar o que sente ou pensa, caso precise de uma ajuda.
A psicoterapia entra para te ajudar a entender melhor o porquê de ser assim, por que escolheu ser assim e o que desencadeou esse comportamento.. enfim.
Porém, caso você tenha escolhido ser desconfiado, crê que essa sua característica não traz outras por consequência e não sofre sendo assim, EU não vejo razão para procurar tratamento.
Cansou de ler que era uma interesseira falsa?
Patética maneira de fugir da pergunta.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=nWD88-bz350#!
me desculpe mais eu aprendi mais com os comentarios do que com voçe
EARTHLINGS – Terráqueos
http://terraqueos.org/
Os três estágios da ”Verdade”
1. Ridicularização;
2. Oposição Violenta;
3. Aceitação.
Eu gosto de ficar no meu mundo limitado, aonde o limite são às paredes do meu quarto. Só saio de casa pro trabalho, e pelo simples fato de que: tenho que manter minha renda e por finalidade sobreviver, não tem outro jeito. Eu acho que eu produzo mais (mentalmente falando) sozinho do que cercado de pessoas que só sabem falar de futebol, dinheiro, praia… ”besteirol”.
Não consigo manter uma amizade por muito tempo, pois às não procuro, meus assuntos com outras pessoas são breves e momentâneos.
Se você percebeu em nenhum momento eu deixei claro que eu era misantropo, o seu texto é equivocado pois eu não teria o sucesso e satisfação profissional que eu tenho hoje, se eu não tivesse acreditado em mim e enfrentado o mundo de uma certa maneira.
Uma coisa é certa, nem eu e nem ninguém aqui é um ”expert” neste assunto, e é um tanto perda de tempo ficar discutindo hipóteses sobre o comportamento reservado opcional de minha pessoa e de outras pessoas que aqui postaram.