Estive pensando em uma forma de entender a personalidade de uma pessoa através do Deus em que ela crê, e eu encontrei uma possível forma de analisar isso. É simples: Primeiro nós temos as religiões, que organizam as pessoas em grupos que concordam com as leis estabelecidas pelo seu Deus e pela sua religião; depois nós temos o Deus que a pessoa diz acreditar, e é aí que chegamos à personalidade da pessoa.
Por mais que as pessoas achem acreditar em um único Deus, cada uma possui o seu próprio. O que elas fazem é refletir sua personalidade na idealização do seu Deus.
Nesse caso eu preciso me usar como exemplo: anos atrás eu era católica, e antes de eu começar a duvidar da existência de Deus, eu era uma pessoa extremamente rigorosa com minhas obrigações cristãs: eu ia à missa, lia a bíblia diversas vezes por dia, rezava diversas vezes por dia, morria de medo de fazer algo errado e ser castigada (LOL), enfim, coisas que morro de vergonha de contar mas que servem para explicar a teoria. Hoje eu sou ateia convicta, para mim Deus realmente não existe e ponto. Obviamente todo esse meu rigor cristão não existe mais, contudo, eu continuo rigorosa com minhas obrigações e morro de medo de errar em alguma tarefa ou em qualquer coisa que eu considere importante. Passando esse exemplo à prática, conclui que o Deus em que eu acreditava era rígido porque eu sou assim, mesmo que a igreja ou o padre não dissessem que Deus é um homem que cobra perfeição de você, para mim ele era assim porque eu sou um tanto perfeccionista e moldei o Deus de acordo com quem eu sou.
Ou seja, mesmo que as religiões preguem um tipo distinto (ou unificado) de Deus, as pessoas sempre terão seu próprio Deus pois este será o reflexo de sua personalidade; e depois que eu parei para pensar nisso, de fato possui coerência. Pensando no comportamento das pessoas de acordo com o Deus em que ela crê, cada uma tem uma forma de pensar e certamente transportam isso à sua fé. Concluindo, mais uma prova de que todas as sensações descritas por um teísta não passam de reproduções psicológicas.
O meu Deus seria misericordioso e sempre perdoaria os meus erros. Não tenho muito exemplo de pessoas que seguiam alguma religião e a abandonaram, sendo assim estou propenso a concordar com teu ponto de vista.
Versão estendida da frase de Susan Brownell: "Não confio em gente que sabe exatamente o que Deus quer que elas façam. Sempre coincide com aquilo que elas próprias desejam.”
Concordo com teu ponto, mas é restrito às religiões ocidentais.
Deus é a nossa projeção de pensamento.
Na minha projeção ele um cara bem humorado e que nao interefere na vida de ninguem, apenas um observador.
Concordo com você. Argumentação muito coerente. Acredito que realmente o modo como a pessoa é influencia no modo como ela vê seu deus. Pessoas intolerantes e prepotentes pintam um deus cruel, intolerante. Agora, pra mim, essa rigidez não é muito inerente ao catolicismo e sim ao protestantismo, mas não vem ao caso. Essa era uma característica particular sua que influenciou sua visão.
Influenciou e muito! haha
Tanto que, uma opinião boba minha sem informação alguma é de que cada personalidade se junta a uma religião diferente. É como se as religiões pregassem um deus condizente com certa personalidade e todas as pessoas que tem uma afinidade com esta personalidade, aproximam-se de tal religião pois condiz com o deus que imaginam ou idealizam.